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quarta-feira, 20 de abril de 2016

Trazendo a solução



Um dia quem sabe
Eu volte trazendo a solução
Depois de ter refletido
Capaz de assumir a direção

O juízo abandonará
E os juízes condenarão
Antes da certeza tem um rio que deságua
Novas formas são bem-vindas de observação
Eu peço a paz de Jah

Um dois – um, dois e é aquilo
Sou testemunho vivo
Passo sobre passo
Procurando o equilíbrio
Minha calma nem bem sempre é o forte
Mas eu exercito
E se quiser testar o ódio humano um dia
Não indico
Minha vida não é resumida pelo que consumo
Resumindo: não me apego a coisas, acho isso fútil
Digno de um aceno obsceno lhe tornando inútil
Não existe nada que não possa ser trocado
Sim, existe algo que não pode ser comprado
Eu tentei anos atrás duma forma bem fugaz
Parcelar o amor de um irmão e deu errado
A que será que se destina existirmos?
No apanhado de palavras, escolho: insistirmos
O inigualável retalho que completa a obra
Santifica o homem que recorre ao trabalho
Pra segurar as broncas e tirar uma onda depois
Sem se preocupar com acerto de contas
Aliás, fecha a minha que eu já estou partindo
Um segundo:
- Danilo?
- Oi gata, to indo!

Um dia quem sabe
Eu volte trazendo a solução
Depois de ter refletido
Capaz de assumir a direção

O juízo abandonará
E os juízes condenarão
Antes da certeza tem um rio que deságua
Novas formas são bem-vindas de observação
Eu peço a paz de Jah


domingo, 10 de abril de 2016

A coisa mais bonita

Eu toco baixinho o violão
Folia despreocupada
Invadindo a canção
Mostrei à ela o que compus
Ela só gosta de blues
E internacionalização
Na verdade, quero provocar alarde
Ressurgindo cedo ou tarde
Defendendo este refrão
Que é assim
Um som de origem toda nossa
Não recuso a proposta
De seguir cantando assim
Não há quem possa me dizer
Não há quem possa
Que a coisa mais bonita
Não é sorrir cantando bossa
Mesmo que contrariado esteja então
Meu destino seja
Vibrar manso o violão