Covarde, tem épocas que eu morro de medo da morte
Iludido, noutras sinto que não morrer é questão de sorte
Fracassado, sendo assim, tento me sentir imortal
Ordinário, um ato bem pra lá de um tanto boçal
Jovem, fico bancando um ser mais velho do que a minha idade permite
Solitário, que mora junto à dúvida, entre o céu, inferno e os ditos limites
Tolo, gasto o tempo que não tenho analisando a vida da sociedade
Contemporânea, trancafiada em diversos perfis
Sem identidade
Os prédios rodeiam o quintal de minha infância
Lembro das bolhas de sabão e da minha ignorância
Fiquei mais culto, oculto, vez em vez
Onde está o "Soneto de Felicidade Plena"?
Ah, este o Vinícius não fez
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